EU SOU ASSIM
eu sou diferente
eu sou exótica
eu sou excêntrica
não sei porque
mas deus me fez assim
não sei pra que
mas esta bem pra mim
já cansei de me punir
de me penitenciar
tentar ser aceitável
ser limitável
ser chata e certinha
eu sou minha certeza
e do meu jeito
tenho minha beleza
e assim eu vou
buscar o meu lugar
e ai mora a irônia
quando eu chegar lá
quando de aprovação
não mais precisar
só ai eu sei
é que todos vão me aceitar.
dia triste e chuvoso
foi aquele no qual descobri
que havia uma pessoa dentro de mim
mas então onde eu estava ?
onde eu estou?
que sou eu ?
o que eu sou ?
dia triste então o que aconteceu?
dia triste me diga
onde vc me escondeu ?
A minha personalidade é doença
ninguém é o que pensa
e o que sobra pra ser eu ?
em meio ao caos que aconteceu
será que sou enfermidade
porque logo eu tinha quer ser tamanha disparidade?
ser um mundo assim,
mas não ter um mundo pra mim.
e agora o que sobra enfim? o que sobra pra eu achar que é realidade
pra terntar dizer que nem tudo é vaidade
o que sobra de nós humanidade?
O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:
- Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir um anúncio para o jornal? Bilac apanhou o papel e escreveu: ...
O som do nosso amor
Nosso amor tem um som melancólico meu bem
Não tem o som alegre como um dia de explosão de fogos
É o som de um tilintar de pequenos sinos a ressoar em meus ouvidos
Não é fraco é apenas doce e delicado
Tem o toque das pétalas de um lírio branco
Não é consumição como o vermelho das rosas e nem a volúpia do seu perfume
É a beleza delicada da flor rara
É um sentimento tão afável, tão indefinível
Que escapa sempre por entre meus dedos...
Não por ser pequeno, mas por ser infinito , e eu não o poder segurar entre os dedos.
MELANCÓLICO CHÃO DE ESTRELAS
Esse chão de estrelas é a primeira coisa que me vem à cabeça quando penso em nós dois...
De você a distância deixou a lembrança apagada,
Desbotada do que já gostei.
A luz do teu sorriso, do brilho do teu olhar.
E agora acho que não me importo mais,
Como duvido se algum dia te importei.
São essas dez horas de chão de estrelas, dessa via láctea, que nos separam
E nelas as palavras não tem pra você a mesma força que tem pra mim
Assim, sentimentos rotos foram os que você me legou
Esse universo paralelo foi o que restou
Se esvaem e voltam a fluir, essas dez horas que ao consigo diminuir
Não se perdem jamais, feroz algoz
Esse espaço continua, intransponível entre nós
Esse chão de estrelas é tudo o que há e continua a nos apartar
Toda sua dedicação a essas dez horas de chão de estrelas que eu contei
Dez horas que não tem início e nem fim
Dez horas que nunca foram e tampouco serão
Dez horas bonitas reluzentes de uma infinita solidão.