Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Em 1996, o físico irlandês Philip Russel fez a primeira demonstração prática de uma nova classe de fibras ópticas: as fibras de cristais fotônicos (PCF, na sigla em inglês). Ao permitir a otimização das propriedades ópticas em um nível inalcançável com as tecnologias de fibras ópticas convencionais, as PCF têm revolucionado, com suas aplicações, áreas como telecomunicações, tomografia óptica, espectroscopia, medicina, metrologia, desenvolvimento de sensores e dispositivos ópticos não-lineares.
Nos últimos anos, a tecnologia de PCF evoluiu sem parar, com expressiva contribuição de grupos brasileiros. Os progressos mais recentes e as aplicações mais inovadoras para essas fibras acabam de ser descritos na revista Report on Progress in Physics. O autor do artigo é o brasileiro Arismar Cerqueira Sodré Junior, professor da Faculdade de Tecnologia (FT) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Limeira (SP).
Cerqueira explica que as PCF apresentam uma microestrutura periódica na escala do comprimento de onda da luz ao longo de seu eixo de propagação. Essa microestrutura periódica, denominada cristal fotônico, é análoga aos cristais fotônicos presentes nos semicondutores. Ao contrário das fibras ópticas tradicionais – sempre feitas de sílica e com uma estrutura muito simples –, o interior das PCF pode ter geometrias variadas e ser feito de materiais diferentes, como ar, líquidos, outros tipos de vidros, metais e até gases.
“As PCF revolucionaram a tecnologia de fibras ópticas, pois criaram novos graus de liberdade para o design, fabricação e aplicações das fibras. A inovadora possibilidade de variar materiais e geometrias permite que o guiamento da luz por meio de diferentes mecanismos de propagação em uma gama muito grande de comprimentos de onda”, disse à Agência FAPESP. Ler Mais >>






09/09/2010 10:51:44